Arquivo pelo mês de "December" de 2015
Archive for December, 2015


Ontem de madrugada, eu estava cansado e prestes a dormir, quando eu fui fechar a casa, percebi que eu havia deixado o carro para fora da garagem. Em um ímpeto de preguiça eu até cogitei deixá-lo lá fora, mas minhas preocupações não me deixaram. E quando eu o coloquei para funcionar, eu lembrei que o pão tinha acabado. E morar no bairro que eu moro tem esse ponto muito, MUITO, chato: Fica longe de tudo e não há comércio por aqui. Até para comprar pão é preciso ter um carro. Portanto acabei decidindo ir para a cidade para comprar pão. A minha preocupação com o dinheiro nesse momento do mês me fez pensar mais umas vezes se eu deveria ir ou não, porém era preciso comprar de qualquer forma, e algo me fazia mesmo querer sair de casa.


Quando eu cheguei no local onde se vende pão a aquela hora da noite, eu lá encontrei uma amiga que não a via há uns bons oito anos.


Colocamos o papo em dia, falamos de projetos, e quem sabe agora, depois de todo esse tempo, nós não poderemos realizar uns trabalhos juntos?


Ao despedir-me dela com um abraço, eu fiquei com uma sensação nostálgica no corpo e na mente, pois ela me remete a outras épocas e sentimentos.


Voltei para casa e muita coisa me voltou à mente: Coisas que conversamos, frases delas mais marcantes em cada vez que nós nos vimos, a cor da estampa florida azulada do vestido que ela vestira quando nós nos conhecemos, a sua pele com uma textura aveludada que brilhava com a iluminação artificial daquela noite, sua essência forte de mulher que chega a ser difícil de descrever.


Acho curioso como o Destino joga comigo às vezes. Me colocando em situações e me ligando ímpetos a fim de me levar exatamente aonde eu devo ir no momento em que eu devo ir.
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Ás


Yesterday in the middle of the night, I was tired and about to sleep, when I was locking the house, I noticed that I forgot the car outside the garage. In an impulse of laziness I even considered the idea of leaving it outside, but my concerns didn’t allow me to. And when I started it engine, I remembered that we were empty on bread. And to live in this neighborhood here has this very, VERY, annoying point: It stays far from everything and there is no market around here. Even to buy bread it takes to have a car. Therefore I ended by deciding to go to town to buy more bread. My concern about money in this moment of the month made me think a couple of times more if I should go or not, however it was necessary to buy it anyway, and something else really was making me feel like going out.


When I arrived in the place where they sell bread at that time in the night, I met there an old lady friend of mine who I haven’t seen for about eight years.


We “put or talk up to date”, we talked about projects, and who knows now, after all this time, we won’t be able to perform works together?


At the parting, when I was hugging her in a good-bye-hug, I got (and kept on) a nostalgic feeling in my body and mind, because she really refers me to other times and feelings.


I came back home and a lot of things came back into my mind: Things we have talked, sentences of hers those were the most remarkable in each time we saw each other, the color of the flowered bluish stamp of the dress she was dressing on the time we first met, the velvet-like texture of her skin shinning by the artificial lights of that night, her strong essence of a woman which is difficult to describe.


Think it’s curious how the Destiny plays with me some times. Putting me in situations and turning on in me some impulses willing to have me exactly where I must go in the moments that I must go.
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Ace